terça-feira, 24 de novembro de 2009

Vou andar

nunca fui de ir atrás, de voltar atrás com nada, mas não gosto do que sinto e do que penso e por isso tento enganar-me mais um pouco.
Todos dizem para parar, mas não consigo,  não sou assim assim tão forte, como dizem ser! Apenas sou eu, e tudo sempre me foi fácil e pensei que com esta idade não me atingisses assim tanto. Acertaste no meu ponto fraco como ninguém tinha chegado.
Sinto-me magoada e sentida com tudo, falei para uma parede que nem nos meus olhos conseguia olhar e lembraste de tudo o que fiz de errado, apenas não estavas a ouvir. Não te vi no outro dia, senão tinha falado e a mensagem não estava acabada...

Vou andar sozinha pela rua,
Vou andar e chamar-me tua,
Vou andar nua e chamar-me tua.

Não vou correr para nunca te perder desse caminho,
vou andar mais um pouco.
Não sei para onde mas vou andar, mas vou andar

andar no vento da marginal.

Percebo o que me disseste mas preciso de uma resposta, de um motivo, até pode ser a coisa mais má do mundo, mas dá-me uma resposta...
Mereço isso, mereço.

vou andar sozinha pela rua,
vou andar e vou chamar-me tua,
vou andar nua sem vestir o medo,
de te ....

Mereço ao menos uma resposta.







vou andar no vento da marginal,
vou andar e vou sentir-me igual
aqueles que andam pelas ruas e estradas em crotamão.


Sozinha pela rua, e chamar-me tua


Isto tudo para não chorar.

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